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publicado em 11/01/2019
FALTA DE PLANEJAMENTO OU GESTÃO INEFICIENTE? – AVALIAÇÃO DA OPERAÇÃO VIRADA DE ANO NA PAULISTA

Após cobrança do SINDGUARDAS-SP sobre mais um desastre operacional do “alto comando”, que foi a operação de virada de ano na Av. Paulista, o Comando Geral da GCM, por meio da Superintendência de Operações - SOP, convocou reunião de feedback com os Inspetores Superintendentes, de Divisão, Subinspetores e Classes Distintas, para tratar exclusivamente da operação. Esse foi o único ponto positivo de toda essa violência contra os policiais da Guarda Civil Metropolitana, pois a reunião de feedback é necessária, para tentar evitar problemas nos eventos futuros.

Foram diversos erros na execução da operação, começando pelo horário: as equipes entraram às 14h00 do dia 31/12/2018 e só foram dispensadas por volta das 06h00min do dia 01 de janeiro de 2019, ou seja, trabalhando ininterruptamente e de pé por 16 horas seguidas na operação, gerando enorme desgaste físico e psicológico no efetivo, muito similar a tortura.

Como se vê, todo o problema da jornada excessiva não se deu por erro de planejamento, porque a Superintendência de Operações fez a previsão de jornada máxima de 12 horas (o que já é fisicamente muito extenuante), contando com o efetivo iniciando as atividades às 15h00 e que deveriam ser dispensadas ao termino do Show. Ocorre que o gestor que estava à frente da operação não executou o planejamento da SOP, ou seja, descumpriu uma ordem de serviço e fez a barbárie com o efetivo, ampliando sem qualquer justificativa a operação até mais de 06h00min da manhã e pior, colocando o efetivo em forma por vários minutos, após tantas horas trabalhadas, simplesmente para “agradecer", de forma sádica, o empenho do efetivo, quando poderia simplesmente dispensar os policiais da GCM através dos rádio comunicador e publicar o elogio.

É absurdo saber que o show da virada terminou por volta das 02h30, o público dispersou em no máximo uma hora, sendo de responsabilidade da Policia Militar realizar essa tarefa e, mesmo assim, o “Comandante da operação” segurou o efetivo até quase 06h00. Erro operacional? Capricho? Falta de experiência? Quem tem de responder estas e outras perguntas é o Comandante Geral da Guarda Civil Metropolitana e responsabilizar os IS’s pelo descumprimento de ordem de serviço, ou a responsabilização serve apenas para os policiais dos níveis I e II?

Outros problemas foram de ordem logística: os lanches demoraram muito para chegar (chegaram por voltas das 01h00 do dia 01/01/19) e o ônibus que transportou os policiais GCM para a operação não estava disponível ao término da operação, fazendo com que os policiais que chegaram no ônibus da corporação se deslocassem de transporte público de volta às unidades, após passar mais de 17 horas em atividade operacional.

A Diretoria do Sindguardas-SP, no primeiro dia útil do ano, já oficiou o Comando Geral da Guarda Civil Metropolitana exigindo providências sobre a carga excessiva de trabalho e para que violências tão graves não se repitam nos próximos grandes eventos onde for empenhado o efetivo policial da Guarda Civil Metropolitana.

 

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