SINDICATO DOS GUARDAS CIVIS METROPOLITANOS DE SÃO PAULO
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publicado em 30/04/2019
ORIGEM DO 1º DE MAIO
Em vários países ocidentais, o dia 1º de maio é conhecido como o Dia do Trabalho ou o Dia do Trabalhador, que desde o final do século XIX é considerado feriado e dia de comemoração contra os abusos cometidos contra os trabalhadores.

Essa data foi escolhida em razão de uma grande onda de manifestações e conflitos violentos que desencadeou uma greve geral que paralisou as indústrias da cidade de Chicago (EUA), no dia 1º de maio de 1886. 

Para compreendermos os motivos que levaram os trabalhadores a tal greve e o porquê da escolha desse dia como marco de memória, é necessário conhecer um pouco do contexto do período.

Durante o século XVIII, ocorreu na Inglaterra, um dos acontecimentos mais importantes da história da humanidade: a Revolução Industrial.
 
Da Inglaterra, o processo de mecanização provocado pela industrialização alastrou-se, rapidamente, pela Europa e, depois, para outros continentes, como o americano. Uma das consequências mais patentes da Revolução Industrial foi a formação de grandes centros urbanos, fato que gerou, consequentemente, uma grande concentração de pessoas em seu entorno, sobretudo de operários, cujo trabalho nutria as indústrias.

Com a formação da classe operária, uma série de necessidades, que nem sempre eram efetivamente cumpridas pela burguesia industrial gerou tensões sociais. 

As horas trabalhadas eram, muitas vezes, excessivas e a relação entre empregado e empregador nem sempre era amistosa com práticas constantes de assédio moral. Nesse contexto, surgiram os sindicatos como única forma de defesas contra os abusos cometidos nas relações de trabalho.

A principal forma de ação das organizações de trabalhadores com vistas à exigência de direitos era a greve. A greve geral tornou-se um instrumento de pressão frequentemente usado. 
A greve geral de 1º de maio de 1886, em Chicago, resultou em forte repressão policial. Tal repressão estimulou ainda mais manifestações que transcorreram nos dias seguintes.
No dia 04 de maio, em uma manifestação na praça Haymarket, na cidade referida, uma bomba explodiu matando sete e ferindo dezenas de pessoas, entre policiais e trabalhadores. 
 
A explosão provocou o revide dos policias com tiros sobre os manifestantes. Outras dezenas de pessoas morreram na mesma praça. Esse conjunto de eventos, desencadeados a partir de 1º de maio, tornou-se símbolo para as manifestações e lutas por direitos trabalhistas nas décadas seguintes em várias partes do mundo.

No Brasil, a menção ao dia 1º de maio começou na década de 1890, logo após a instituição da República, quando se iniciou um processo acentuado do desenvolvimento da indústria brasileira. 
Nos primeiros anos do século XX, movimentos de trabalhadores organizados começaram a surgir, sobretudo em São Paulo e no Rio de janeiro.
Em 1917, na nossa cidade de São Paulo, aconteceu uma das maiores greves gerais já registradas na história. A força que o movimento dos trabalhadores adquiriu foi tamanha que, em 1924, o então presidente Arthur Bernardes acatou a sugestão que já ventilava em várias partes do mundo de reservar o dia 1º de maio como Dia do Trabalho no Brasil. Dessa forma, desde esse ano o 1º de maio passou a ser feriado nacional. 

Hoje os trabalhadores da Guarda Civil Metropolitana, a exemplo dos trabalhadores do início do século XX terão que se organizar e enfrentar uma das maiores injustiças cometida contra a categoria, ou seja, precisaremos estar em Brasília no próximo dia 21 de maio para garantir nosso direito de aposentadoria especial.

Colabore com a luta, filie-se ao seu sindicato e contribua com a luta.

    
Fonte: FERNANDES, Cláudio."1º de maio – Dia do Trabalho"

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